Balaio de Siri

Textos variados,comentários, dicas,elocubrações, informações, enfim, de tudo um pouco. Balaio de Siri é em homenagem a um antiga moradora de Florianópolis. Ao puxar um siri, vem sempre um monte de dentro do balaio - o mesmo quanto aos textos:um assunto puxa o outro e assim vai...



Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003




PÉGASO: Cavalo alado sagrado na mitologia grega.
Uma bela imagem publicada originalmente na revista ISTOE.

postado por: elaineborges 5:27 PM


AS HORAS - O LIVRO

Descobri Michael Cunningham em 1999, quando li o livro As Horas. Conta a história de três mulheres (uma real e duas fictícias) - Virgínia Woolf, Laura Brown e Clarissa Vaughn. O destino das três se cruza e todas também têm uma ligação com Mrs.Dalloway, embrião de tudo que ocorre em um dia na vida das mulheres relatadas nesse intrigante livro de Cunningham. Quem gosta e lê Virgínia Woolf logo se encanta por esse As Horas. Lá estão as divagações, angústias, neuroses, aquele fluxo misterioso e constante que bem caracterizam os textos dessa escritora tão fascinante. Os temas - suicídio e a dificuldade das três mulheres de viverem vidas banais e normais - são abordados em um dia (manhã, tarde e noite) no vai-e-vem de um cotidiano que, no fundo, todas nós vivemos.
O filme - baseado no romance de Cunningham - começa amanhã nos cinemas do país. É óbvio que estou motivadíssima para ver como o diretor Stephen Daldry adaptou a versão cinematográfica para tão intrigante romance.

postado por: elaineborges 4:07 PM


Segunda-feira, Fevereiro 24, 2003


NÀO É O QUE PARECE

Tutty Vasques publicou no site nominimo rasgados elogios ao nosso Estado (leia abaixo). Ele tem razão:moramos num quase paraíso - disse quase, vejam bem. Temos sim, mendigos, violência, há brigas de gangues por pontos de droga, tiroteios ( vejo da janela do meu apto, onde moro), há engarrafamentos, poluição nas praias, ocupação desordenada dos espaços, a Lagoa da Conceição está com alerta vermelho, em franco estado de deterioração...Mas, é claro, o que ocorre aqui é fichinha comparando com o Rio de Janeiro . Hoje, por exemplo, o clima lá foi de grande tensão.
Tutty Vasques, é verdade, viu S.Catarina com olhos de turista. Quem mora aqui, embora tenha orgulho da terrinha, vive apreensivo ao perceber que o paraíso está seriamente ameaçado.

Eu amo Santa Catarina


Tudo bem que vá ao Piauí de vez em quando para tocar na ferida, mas existe um Brasil sarado que Lula também deveria visitar para mostrar como é que o país pode ser quando crescer. Santa Catarina é a nossa melhor hipótese de futuro. Ainda que geograficamente o estado seja irreproduzível em outras regiões, a vida por lá transcorre em absoluta sintonia com tudo o que o presidente sonha para todos os brasileiros. O estado deveria ser propagandeado pelo governo como paradigma nacional.

Passei 15 dias de minhas férias viajando por lá e voltei ao Rio de Janeiro achando que o Brasil não é tão ruim quanto me pareceu no caminho. Não que eu possa me queixar dos lugares por onde andei para chegar lá. Parati, no Sul do Rio, e Camburi, no litoral Norte de São Paulo, foram pousos paradisíacos. O pernoite em Curitiba também foi muito agradável. O problema é que entre uma coisa e outra existem estradas e, ao longo delas, favelas. Tem buraco também, mas como pode alguém sofrer ao volante imaginando a vida como ela é no alto daqueles morros. O buraco, no caso, é mais em cima.

Quando se entra em Santa Catarina percebe-se logo que Deus estava inspirado quando meteu a mão na massa do estado. Deve ter criado Florianópolis no mesmo dia que fez o Rio, desenhando as duas capitais em cenário de lagoas, mar e montanhas. A diferença entre essas capitais reside na pobreza que o carioca tropeça nas esquinas. Passei três dias na ilha catarinense sem topar com pedintes nas calçadas ou sinais de trânsito. Não vi favelas, não ouvi sirenes, não fui abordado por flanelinhas, não fiquei preso em engarrafamentos...

Para alguém que nasceu e cresceu no Rio isso é muito estranho. Com a mesma sensação de segurança segui viagem para Garopaba e Farol de Santa Marta, lugares que os surfistas ajudaram a preservar. Não há lixo nas praias e os pescadores foram educados a reaproveitar restos de peixe em ração para cativeiros de camarões servidos em rodízio nos restaurantes. Comi ostras do tamanho de um bife, mariscos no molho de mostrada, fui servido com cortesia e honestidade. Entre uma praia e outra 50, 60 quilômetros de uma estrada pavorosa a me lembrar que eu estava no Brasil, em rodovia federal.

Cansado do Sol, resolvi subir a serra rumo a São Joaquim. O caminho em zigue-zague rasga a montanha e lá em cima, no topo, envolto em nuvens mágicas o Rio do Rastro Hotel Fazenda espalha seus chalés num pedaço de Brasil que eu não imaginava existir. Duas horas depois do último mergulho no mar, eram 15h, estávamos ¿ eu, os meninos, Ana e Sebastiana ¿ no inverno em pleno janeiro. Fazia 15 graus, à noite fez 10. Naquele dia, Antônio e Francisco acordaram de sunga e se apresentaram de luvas e gorro para o jantar no restaurante do hotel.

Nos dias seguintes, circulando na região de Bom Jardim da Serra (onde estávamos hospedados), São Joaquim e Urubici, entre cachoeiras, florestas de araucárias, canions fantásticos, vôos da gralha azul e seriemas que cruzavam a estrada, paramos em um imenso rodeio à beira do caminho. Éramos, ali, os únicos turistas absolutamente deslumbrados com a elegância dos peões de bombacha, chapéu, lenço no pescoço e faca na cintura. Gente que, via-se, comia três vezes por dia, além de cultivar a família e o respeito entre si.

Saímos de lá para Joinville ¿ um outro país dentro desse estado que não parece o Brasil - e, à noite, fomos servidos por um garçom tirolês numa choperia alemã. A não ser que coincidindo com nossa chegada à cidade tenham decretado toque de recolher aos miseráveis, eles não existem por lá. Também não os vi em São Francisco do Sul, onde estive para visitar o Museu Nacional do Mar, coisa de primeiro mundo tamanha variedade de embarcações brasileiras ¿ de jangadas cearenses ao Paraty de Amir Klink - que abriga em ambiente limpo, bem iluminado, maravilhosamente ilustrado e guardado por funcionários uniformizados e gentis.

Santa Catarina tem tudo isso e muito mais que não deu tempo para ver. É o lugar que, imagino, Lula sonha para todos os brasileiros. Devia dar um pulinho lá de vez em quando.

postado por: elaineborges 6:32 PM


Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003


Foto: Suzete Sandin

HERCÍLIO LUZ - UMA PONTE

O texto abaixo - e a foto da Suzete - escrevi para o do livro Hercílio Luz - Uma Ponte, editado por Tarcísio Mattos - Tempo Editorial. O livro - à venda nas principais livrarias de S.Catarina - é a realização de um sonho do editor. É belíssimo.

Martinha Luzia de Farias (53 anos) é manipuladora de pescados. Há 24 anos trabalha ali, pertinho da ponte. Quando chegam os barcos, vindos do alto mar, é aquele agito. Tem que escamar os peixes, cortar... É uma trabalheira danada. No final do dia, na parada do ônibus, Martinha tem o hábito de ficar ali, contemplando a ponte: Me acostumei com ela, gosto de olhar. Acha tudo uma maravilha. Ela nem gosta de pensar que um dia a ponte esteve ameaçada de cair. Seria uma grande tragédia. Ela, em especial, confessa que sentiria uma falta danada. É para a ponte que olha quando quer descansar.


Eu chorava tanto, tanto que meu pai, segurando minha mão, dizia: calma filha, tu não vai cair. Eu tinha onze anos e muito medo de atravessar a ponte. Lá embaixo eu via o mar, entre as tábuas, e o medo aumentava. Com 21 anos nasceu meu filho, Ademir. Ele tinha dois meses e eu ia no Posto de Saúde buscar leite em pó. Segurava bem ele nos meus braços e lá ia eu. Mais tarde nasceu minha filha, Arlete. De novo tinha que atravessar a ponte. Sempre com medo. A última vez que passei a pé foi para ir ao circo. Aí foi pura farra. Passamos fazendo bagunça, eu e umas amigas. Lembro que lá na ponta ainda paramos e ficamos olhando toda aquela estrutura de ferro. Mas meu sonho era atravessar de bicicleta. Nunca consegui. Acho que seria bem gostoso. A ponte é pra mim uma obra de Deus, uma guia, é a vida sendo renovada.

postado por: elaineborges 5:07 PM


Terça-feira, Fevereiro 18, 2003




Charge do Frank publicada no A Notícia de hoje

postado por: elaineborges 9:21 AM



MULHERES APAIXONADAS

Deu na coluna do Tutty Vasques, no site no mínimo

Ritmo alucinante

No primeiro capítulo de Mulheres Apaixonadas teve enterro, casamento, parto e atropelamento de cachorro. Vai acabar faltando assunto no fim da novela.

postado por: elaineborges 7:46 AM


Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003


"ADOLHESCER"

Angélica Borges - ( enviado por Marise Fetter)

Não estou chegando à velhice.
Como não, perguntam, se já
Estás beirando os 60?
58 anos, muito prazer.
E todo o pique do mundo.
A alguns incomoda, mas o que fazer, se
Me sinto em pleno "adolhescer"?
Caduca, cutucam os incrédulos.
Ou despeitados?
Perdão, Senhor, eles não sabem
O que falam, e pior, o que deixam
De fazer.
Curvados, ar enfadado, o sorriso distante,
A censura na ponta da língua, e no olhar ressentido.
Com este perfil, que fígado resiste sem espernear
E a bílis verter?
Não é que eu não tenha
As minhas mazelas, ou tire de letra
Qualquer entrevero.
Quem dera.
Também não entrego
Assim, de bandeja, o meu dever-mais que direito-
De resistir.
Não ao tempo,
Que doida não sou.
Mas ao conformismo, à perda do élan e do bem querer.
Teimosa, tinhosa?
Que digam aqueles que já perderam
A magia e o encanto de viver.
Pra esses me calo.
Mas para você que sente, que curte e que
Sabe o que quer; você que ousa, que tece e enriquece
O seu dia-a-dia; que não faz do difícil o impossível;
Que não transforma o tempo num mal sem tamanho,
A você eu proponho:
Insista e invista
No que há de melhor:
O sonho!

postado por: elaineborges 10:11 PM


A dor da perda, a força da amizade, o amor fraterno, tudo isso e muito mais estão na comovente homenagem que minha amiga faz à sua amiga Angélica, que morreu recentemente. São esses encontros que fazem nossa vida valer a pena. Amizade é isso:

ANGÉLICA

Eu sei que seria lugar comum começar a decifrar o nome dela. ANGÉLICA só pode ser o nome dos anjos, ou das angelicais. Mas o que eu posso fazer? É isto que eu sinto. Eu sinto que ela era um ANJO. Eu sinto que ela era uma mulher especial. Eu sinto que ela era minha amiga, uma amiga verdadeira. Uma amiga única.

Uma das pouquíssimas amigas que eu construí em oito anos de Brasília, quando aqui morei pela primeira vez. Tem amigas que a gente tem. Mesmo não se falando, mesmo não se vendo...Mas são amigas que a gente carrega no coração para sempre. Sei que muita gente pode não entender o que eu estou escrevendo. Mas as pessoas queridas saberão do que eu estou falando. É assim que eu me sinto com relação à Angélica.

Fiquei quase 10 anos em Porto Alegre ( depois de ter morado oito anos em Brasília); é assim que me sinto em relação à Elaine, à Virgínia, à Gise, à Ju, à Rosinha...São pessoas que sempre estarão no meu coração. Apesar de não vê-las com frequencia...São pessoas que marcam. São pessoas importantes. São pessoas que fazem parte da minha vida. São pessoas da MINHA HISTÓRIA. São pessoas que o meu filho saberá que existiram.

E a Angélica era isso: uma amiga querida. Uma amiga que teve três filhos: Bruno; Renzo e Túlio. Uma amiga que, junto com o marido, "construiu três belas criaturas". Um, se foi aos 16 anos de idade. Assassinado covardemente por um "protetor da ordem" (um PM bêbado). Era preciso resistir à dor e ao desespero. Os outros meninos eram menores. Ela resistiu. Procurou algumas explicações...Conseguiu conforto em alguns livros; os espíritas dizem que a gente vem prá terra cumprir um missão. Talvez! Mas ninguém vai me convencer que um filho meu venha à TERRA para cumprir uma missão de SÓ 16 anos!!! O MEU Bruno foi uma homenagem...São crenças, são esperanças, são confortos, são fé...Cada um dá um nome que pode e que acredita!

Minha amiga ANGÉLICA superou este trauma. Perdeu um filho de 16 anos de idade! Ficou firme e soube amar os outros dois sem nenhum trauma e ressentimento. Soube continuar a beleza da vida; a garra; a alegria de viver. Os outros dois meninos (meninos quase trintões!!!!!) são lindos e serenos. É este o meu tributo a uma mulher que tinha sabor pela viva; que era exuberante; que sentia pulsar a vida verdadeira em suas mais simples demonstrações: caminhar; dançar; rir; tomar um copo de vinho, conversar com um amigo; fazer uma comidinha gostosa; amar; gostar; trabalhar...

Esta era e É MINHA AMIGA ANGÉLICA. Ela se foi aos 58 anos de idade...Deve haver alguma explicação para isso!!! Só sei que eu sinto uma saudade imensa. É dor. Mas me dizem para eu não sentir assim...Mas eu sinto. Eu só gostaria de acreditar que ela, realmente, estivesse bem. Nos vendo. Sabendo que a nossa saudade é grande e sincera. Um dia, quem sabe, a gente se encontra numa grande reunião e farra!!!!!! Só espero que não falte cerveja!!!!!!!!!!!!!
Um beijo a todas as pessoas que eu amo!!!!!!!!!!!
Marise

(Bruno - filho da Marise)

postado por: elaineborges 9:46 PM



SILÊNCIO FORÇADO

Desde a última terça-feira( ( 11) fiquei longe do mundo. Simplesmente não conseguia acessar a Internet. Confesso que a sensação é a pior possível. Uma inquietação, uma impaciência, um silêncio estranho invade nossa vida. E me dei conta que estou invariavelmente ( ou umbilicalmente?) ligada a essa nova ferramenta.
Estranho esse mundo. Se antes eu vivia sem ela, por que agora sinto um estranho isolamento quando não consigo me conectar? Ao sentar em frente ao meu micro, parece que abre-se uma porta e lá vem ele, esse mundo cheio de informações, dicas, piadas, bobagens ( muitas)...Minha curiosidade me leva a abrir sites variados de músicas, livros, filmes...leio jornais, burilo um pouco meu segundo idioma predileto (francês), leio e mando e-mails ( e as inevitáveis piadas, algumas bem boas, outras nem tanto)...Descubro ainda que posso compactuar com as mesmas idéias da Susan Sarandon( quem diria!) assinando uma lista que correu o mundo contra essa absurda guerra que nos ameaça.
Confesso: não sou escrava dessa maquineta, mas que ela faz falta, faz.
Fui "salva" por um simpático técnico da Brasil Telecom que, após quatro dias veio à minha casa e, após apertar duas ou três teclas, escrever números e letras incompreensíveis para mim e pronto: cá estou eu, de novo, em contato com o mundo.

postado por: elaineborges 9:26 PM



MARIA RITA - ESTRELA DE BRILHO PRÓPRIO

Mauro Dias não poupou elogios a Maria Rita Mariano, a filha de Elis Regina. Desde segunda-feira ela está novamente se apresentando no Supremo Musical, em S.Paulo. Leia trechos dos rasgados elogios do crítico no Estadão ( edição do dia 13):

Fantasma deve ser, tem sido, encarar o repertório da mãe. Maria Rita é consciente das comparações e tomou coragem de revisitar Entradas e Bandeiras, de Milton Nascimento e Fernando Brant, e o forte, desafiante Não Vale a Pena, de Jean Garfunkel.

A corajosa e brilhante Maria Rita exorciza em sua estréia o fantasma que poderia ensombrear-lhe a vida artística. E o que a platéia pôde ver, na segunda-feira, no Supremo, e por certo verá, daqui por diante, onde quer que ela mostre sua arte, foi uma cantora densa e cheia de graça, um bicho de palco carismático, fascinante, de quem é impossível desgrudar os olhos e desviar a audição, uma intérprete sensível e inteligentíssima conduzir os sentimentos da platéia, tanger o público, aliciá-lo, encantá-lo por ser aliciado.

Não é, essa moça, uma estréia promissora - é uma estrela que nasceu privilegiada de talento e sensibilidade e disposta a lutar para torná-los maiores e mais expressivos. E se é mesmo necessário falar de Elis Regina quando se fala de Maria Rita, que seja para dizer que Maria Rita pode ser para a música brasileira o que foi Elis: a criadora ousada e tecnicamente perfeita que jamais respeitou barreira de modismo nem evitou desafios.

Na segunda-feira, provou que tem condições para ocupar o posto de liderança, estrela de brilho próprio e gênio que é seu.

postado por: elaineborges 9:02 PM


Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003

DEUS É BRASILEIRO

Nada melhor do que sair do escurinho do cinema com a a sensação de que nem tudo está perdido. Deus É Brasileiro, do Cacá Diegues, com o sempre bom ator Antônio Fagundes (Deus) é um dos melhores filmes da última safra do cinema nacional. E foge totalmente da abordagem que aproxima outros filmes recem lançados: Cidade de Deus e Madame Satã.
No Deus É Brasileiro vimos um Brasil do interior - o Brasil profundo - simples, com uma boa dose de ingenuidade, de humor, de beleza rústica e de esperança. A destacar os efeitos especiais sem que a tecnologia se sobressaia ao desempenho dos atores ( Paloma Duarte está ótima). Recomendo com entusiasmo.

postado por: elaineborges 7:18 PM



(Foto:Tarcísio Mattos)

As praias de Florianópolis têm se mantido assim: lotadas. Hoje, embora os termômetros marcassem 3o graus, a sensação térmica era de 35 graus. A previsão é de que as altas temperaturas vão permanecer até a próxima semana. Sorte de quem tirou férias nesse mês. Ruim para os agricultores. Os que plantaram milho a partir de outubro, já estão com prejuízos.

postado por: elaineborges 7:08 PM



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