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Balaio de Siri
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Textos variados,comentários, dicas,elocubrações, informações, enfim, de tudo um pouco. Balaio de Siri é em homenagem a um antiga moradora de Florianópolis. Ao puxar um siri, vem sempre um monte de dentro do balaio - o mesmo quanto aos textos:um assunto puxa o outro e assim vai... Sábado, Outubro 18, 2003 PASSAGEM DO TEMPO Eu costumo falar no esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, idéias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade. Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida, pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro. Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro. Marilena Chauí (citação acima), doutora em filosofia, em entrevista publicada no site da Livraria Cultura, relaciona os livros que influenciaram sua vida pessoal e profissional: De Lobato e Viriato Correa, na infância, às aventuras da Coleção Terramarear e dos cavaleiros e damas medievais, lidas na adolescência, até a descoberta, na juventude, da grande literatura brasileira (Machado de Assis, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Pedro Nava, Lygia Fagundes Telles, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, entre tantos outros) e estrangeira (Camões, Shakespeare, Racine, Molière, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Alexandre Herculano, Victor Hugo, Balzac, Kafka, Thomas Mann, Virginia Woolf, as irmãs Brontë, Rainer Maria Rilke, James Joyce, Bertolt Brecht, Jorge Luis Borges e muitos mais), posso dizer que a literatura (juntamente com o cinema) formou minha imaginação e meu pensamento.
postado por: elaineborges 9:34 AM PARA PENSAR Haroldo Bloom, um dos maiores críticos literários da atualidade, fala sobre a importância da leitura: Para que possamos pensar é impossível sem memória. Precisamos de Shakespeare, Cervantes, Homero... Sem eles seríamos intelectualmente mais pobres. A leitura deixa nosso pensamento mais abrangente, mais claro. Sem interiorização perdemos nossa capacidade de mudar - para melhor ou para pior. Os grandes criadores são vitais. O problema é a dificuldade da leitura.
postado por: elaineborges 8:39 AM Quinta-feira, Outubro 16, 2003 BELEZA PURA Florianópolis está assim ( veja fotos): céu azul, vento sul, às vezes nordeste... A cidade é uma das raras que, embora capital, permite ainda praticar o que antes era tão comum: o de partilhar, conviver, conversar, cumprimentar os conhecidos, e até os desconhecidos. O tempo, o céu azul, a direção do vento, esses são sempre os temas recorrentes em qualquer conversa aqui na Ilha. O vento sul, então, é assunto obrigatório. Sempre tem também alguem olhando para o céu e comentando a beleza do azul, as nuvens que passam... Há quem olhe para o mar e, pelo volume das ondas, o jeito encrespado ou liso das águas, faça algum breve comentário. A natureza se impõe. Nada passa: se o vento está forte, gelado, se é o nordeste que gruda na pele, se as nuvens indicam tempestade, se vai dar praia, se as ondas são favoráveis para surfar... Aqui onde vivo parece que todos são impregnados por toda essa beleza que nos cerca.
postado por: elaineborges 10:34 AM
postado por: elaineborges 10:17 AM
postado por: elaineborges 10:13 AM Sábado, Outubro 11, 2003 NON, JE NE REGRETTE RIEN No dia 11 de outubro de 1963 morreu a grande dama da canção francesa: Edith Piaf. Ela tinha 43 anos. Magra, feia, dependente de drogas ( morfina) Piaf ainda hoje fascina pela maneira visceral de cantar. Há quem diga que ela não cantava com a garganta, mas com o ventre. Gilles Lapouge no Estadão de hoje diz que ela era a única cantora francesa capaz de rivalizar com os grandes cantores do blues americanos. Seus sucessos mundiais até hoje são lembrados - La Vie en Rose, Sous le Ciel de Paris e, sobretudo, Non, Je ne Regrette Rien. Esta última Cassia Eller gravou e canta de forma magistral. A letra vale ser reproduzida: Non, rien de rien/ Non, je ne regrette rien/ Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal/ Tout ça m'est bien égal/ Non, rien de rien/ Non, je ne regrette rien/ C'est payé, balayé, oublié/ Je me fous du passé/ Avec mes souvenirs/ J'ai allumé le feu/ Mes chagrins, mes plaisirs/ Je n'ai plus besoin d'eux/ Balayés mes amours/ Avec leurs trémolos/ Balayés pour toujours/ Je repars à zéro/ Non, rien de rien/ Non, je ne regrette rien/ Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal/ Tout ça m'est bien égal/ Non, rien de rien/ Non, je ne regrette rien/ Car ma vie/ Car mes joies/ Aujourd'hui/ Ça commence avec toi...
postado por: elaineborges 11:17 AM Quinta-feira, Outubro 09, 2003 VILLAS-BÔAS ESCREVEU: Está ficando cada vez mais esquisito o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dá a impressão de acrobata que ao final da cambalhota planta bananeira e como que se petrifica de pernas para o ar. Pois é o que sugere a imagem oficial no início do décimo mês do primeiro ano de mandato. Onde se esperava o êxito com o resgate do compromisso de campanha, a confusão instalou-se e se aprofunda a cada nova surpresa ou decepção e nada parece dar certo. No outro lado da moeda, entre tropeções na coerência, a equipe econômica comemora os elogios dos adversários de véspera, cooptados com as barganhas parlamentares que incham a base de apoio no Congresso e bate de frente com os parceiros de fé, dos fundadores do PT ao que se agregaram durante a longa e áspera caminhada das três derrotas ante da vitória na quarta tentativa. Fica difícil decifrar a contradição. No momento, o governo enfrenta várias frentes de atrito com os defensores do meio ambiente, uma das marcas da legenda, que enegrece em feia nódoa de retrocessos e piruetas.(nominimo)
postado por: elaineborges 2:02 AM
AMANHECER Breve, muito breve, deixarei de ver o amanhecer da minha janela na av.Hercílio Luz. Meus olhos verão outro amanhecer. Um dia deixei de ver a imensidão do mar além da praça 15 de Novembro. Lá, do décimo segundo andar, via os tetos dos antigos casarios que rodeiam a praça. Depois, passei a ver o morro que cerca a Hospital de Caridade, a Igreja do Senhor dos Passos, o morro da Caixa, do povo da Escola de Samba Copa Lord... Da janela do meu quarto me acostumei a ver aquele morro hoje um dos mais perigosos da cidade. À noite ouço tiros, foguetes, são as disputas dos traficantes pelo domínio dos pontos, das vendas das drogas, hoje tão comum na cidade antes considerada uma das capitais mais pacatas do sul do país. Mudanças. Vou olhar outros cenários, ver novos vizinhos, tomar cafezinho em outros bares, ler jornal em outras praças... Mudanças, novos mundos, novas caras, outros cheiros, outros ventos... mas sempre o mar.
postado por: elaineborges 1:33 AM FELLINI - O MENTIROSO O mês é dedicado a Federico Fellini. O gênio, o grande diretor, aquele que um dia disse ao cineasta Damian Pettigrew: "Sou um grande mentiroso". Mas suas "mentiras" fizeram dele um gênio, um dos maiores do cinema contemporâneo. No dia 31 deste mês vai fazer dez anos de sua morte. Em várias partes do mundo há homenagens, retrospectivas, exposições sobre esse homem que deu origem ao adjetivo felliniano. Em seus filmes há muito de suas vivências, de suas memórias. Suas personagens são humanas, líricas, lúdicas, bizarras. Em 1974 fez o que considero um dos seus grandes filmes - Amarcord - eu me recordo. É a história de uma cidadezinha, sua Rimini talvez - onde todos se conhecem e vivem em seu mundinho, onde há o padre, a família, os meninos descobrindo o sexo, a igreja, o partido... Há comicidade, mas há muita ternura. Há cenas tão simples como é a vida nas pequenas cidades: a fogueira no meio da praça onde todos se reúnem; a paciente espera da passagem de um navio apenas para dar um rápido abano; o almoço na casa de Titta; o avô que aperta a bunda da empregada; o pai puxando a toalha da mesa, irritadíssimo numa verdadeira fúria à italiana, daquelas que logo todos esquecem... E ainda a fantástica trilha sonora de Nino Rota e a fotografia de Giuseppe Rotunno. Seu filme mais citado - sempre na lista dos melhores do século - é Oito e Meio, de 1963, sobre os dilemas de um diretor às vésperas da realização de um filme. Antes fez A Doce Vida, também inesquecível. E La nave Va, lembram? O navio, os personagens... FELLINI = PICASSO Fellini é um dos pouco que fizeram do cinema arte moderna. O único cuja obra imensa pode ser posta no mesmo plano de Picasso e de Stravinski. Seus filmes lançam um olhar magicamente imaginativo e ao mesmo tempo terrivelmente lúcido sobre o mundo moderno, sobre sua grotesca sexualidade, o seu embrutecimento, o seu exibicionismo - Milan Kundera (Carta Capital). Filmografia: Mulheres e Luzes (1950); Abismo de Um Sonho (1952); Os Boas Vidas (1953); L'Amore in Cittá (1953); A Estrada da Vida (1954); A Trapaça (1955); As Noites de Cabiria (1957); A Doce Vida (1960); Boccacio 70 (1962); Oito e Meio (1963); Julieta dos Espíritos (1965); Histórias Extraordinárias (1967); Satyricon (1969); I Clowns (1970); Roma de Fellini (1972); Amarcord (1974); Casanova (1976); Ensaio de Orquestra (1979); Cidade das Mulheres (1980); E La Nave Va (1983); Ginger e Fred (1985);Entrevista (1987); Fellini:Sou Um Grande Mentiroso (2003). postado por: elaineborges 1:11 AM Quarta-feira, Outubro 08, 2003 MARCELO CAMELO Alguns posts abaixo quis saber quem é Marcelo Camelo. A Ana gentilmente me deu a resposta. O moço é o mesmo que fez "Ana Julia" ( chatíssima) e é o vocalista do Los Hermanos. Marcelo, no entanto, é um bom compositor. Tanto que Maria Rita escolheu três músicas do moço e gravou no seu primeiro CD ( Cara Valente, Santa Chuva e Veja Bem Meu Bem).
postado por: elaineborges 10:33 PM ATUALIZANDO Problemas com o blog, falta de tempo, mudanças à vista...resultado: blog desatualizado. A Baby - foto abaixo - está fazendo o maior sucesso. Nada escrevi sobre ela porque no dia em que postava a foto o blogger estava em manutenção. Bem, aí está a gatinha com seis meses e meio. Bem lindinha, não?
postado por: elaineborges 10:15 PM Sábado, Outubro 04, 2003
postado por: elaineborges 3:09 PM
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