blogs amigos

Balaio de Siri

Um balaio onde tudo cabe: comentários sobre livros, filmes,discos,política,notícias em geral...Balaio de Siri é em homenagem a uma antiga moradora de Florianópolis que gostava de pegar siri na Lagoa da Conceição.



Sexta-feira, Junho 22, 2007

BEATLES E DRUMMOND

(reprodução)

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é um belíssimo disco dos Beatles. No início do mês não houve quem não lembrasse que esta bela obra-prima foi gravada há 40 anos, em 1967. O meu LP, a famosa "bolacha" de vinil, sumiu, o que muito me entristeceu. Embora tenha o CD, gosto ainda de colocar meu discão no prato, sem antes limpa-lo suavemente, verificar se a agulha não está rombuda, virar para o lado B... Hoje, dando uma olhada no site Alguma Poesia, descobri que até o Carlos Drummond de Andrade traduziu algumas músicas dos Beatles. Foi do álbum The Beatles, o famoso Álbum Branco. Lá também tem preciosidades, como Mother Nature's Son, Dear Prudence, While My Guitar Gently Weeps, Blackbird, Julia, Ob-la-di, Ob-la-da, Martha My Dear, Piggies e tantas outras.
Em 1969, para registrar o lançamento do Álbum Branco, a extinta revista Realidade pediu ao poeta que traduzisse algumas músicas. E uma delas foi esta, que está abaixo:

PIGGIES
(George Harrison)

Have you seen the little piggies
Crawling in the dirt
And for all the little piggies
Life is getting worse
Always having dirt to play around in

Have you seen the bigger piggies
In their starched white shirts?
You will find the bigger piggies
Stirring up the dirt
Always have clean shirts to play around in

In their styes with all their backing
They don't care what goes on around
In their eyes there's something lacking
What they need's a damn good whacking

Everywhere there's lots of piggies
Living piggy lives
You can see them out for dinner
With their piggy wives
Clutching forks and knives to eat their bacon

PORCOS

(tradução: Carlos Drummond de Andrade)

Viste os porquinhos
rebolando na imundície?
Para todos os porquinhos
a vida está cada vez mais difícil
e brincam sempre na sujeira por aí.

Viste os mais taludos porquinhos
em suas engomadas, alvíssimas camisas?
Olha os mais taludos porquinhos
em algazarra na imundície
com camisas alvíssimas a folgar por aí.

Em seus chiqueiros, plenamente protegidos,
ao que vai por aí nem ligam.
Nos olhos deles falta uma coisinha:
precisam mesmo é de suma porcaria.

Por toda parte há muitos porquinhos
vivendo suas porquinhas vidas.
Podes vê-los para o jantar saindo
com suas porquinhas mulherinhas
de garfo e faquinha para comer presunto.

postado por: elaineborges 12:34 PM


Quinta-feira, Junho 21, 2007

PHOTOS

Chérie Lenina,
voilà les photos.

Saudades.

postado por: elaineborges 12:14 AM


DOMINGO NO PARQUE (3)


Dá pra ver que gostei muito desse parque de Curitiba. Passei bons momentos por lá junto com amados amigos.

postado por: elaineborges 12:06 AM


DOMINGO NO PARQUE ( 2)

(foto: elaine borges)

Lembrei dessa música do Gilberto Gil. É a história de uma tragédia que ocorreu em um "Domingo no Parque".
Nada a ver com as imagens de um domingo lindo passado em Curitiba. Mas vale lembrar a letra. E se alguem quiser, vá ao www.youtube.com.br e procure Os Mutantes & Gilberto Gil para ver uma cena que nunca esqueci: a bela música de Gil cantada junto com os Mutantes premiada no Festival da Record da década de 60 ( não lembro o ano).

O rei da brincadeira - ê, José
O rei da confusão - ê, João
Um trabalhava na feira - ê, José
Outro na construção - ê, João
A semana passada, no fim da semana
João resolveu não brigar
No domingo de tarde saiu apressado
E não foi pra Ribeira jogar
Capoeira
Não foi pra lá pra Ribeira
Foi namorar
O José como sempre no fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo um passeio no parque
Lá perto da Boca do Rio
Foi no parque que ele avistou
Juliana
Foi que ele viu
Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão
Juliana, seu sonho, uma ilusão
Juliana e o amigo João
O espinho da rosa feriu Zé
E o sorvete gelou seu coração
O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, dançando no peito - ô, José
Do José brincalhão - ô, José
O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, girando na mente - ô, José
Do José brincalhão - ô, José
Juliana girando - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
O amigo João - João
O sorvete é morango - é vermelho
Oi, girando, e a rosa - é vermelha
Oi, girando, girando - é vermelha
Oi, girando, girando - olha a faca!
Olha o sangue na mão - ê, José
Juliana no chão - ê, José
Outro corpo caído - ê, José
Seu amigo, João - ê, José
Amanhã não tem feira - ê, José
Não tem mais construção - ê, João
Não tem mais brincadeira - ê, José
Não tem mais confusão - ê, João

postado por: elaineborges 12:04 AM


Quarta-feira, Junho 20, 2007

DOMINGO NO PARQUE

(foto: elaine borges)

O Parque Barigüi, em Curitiba, é um dos mais bonitos que conheço.

postado por: elaineborges 11:50 PM


Terça-feira, Junho 19, 2007

QUE FRIO!

(foto: elaine borges)

Ontem à noite vesti meu pala de lã e me enrosquei na poltrona. Quem mais gostou foi a Baby.
Estamos preparatíssimas esperando o inverno que oficialmente chega amanhã.
Inverno é tão bom quanto o outono. Com vento sul, então...

postado por: elaineborges 12:46 PM


Quarta-feira, Junho 13, 2007


(reprodução - Fábio Balen)

PASSEANDO NO ARCO ÍRIS

Gatos psicodélicos, músicos de jazz, equilibristas, dançarinas de cabaré, moinhos holandeses, escalafobéticas máquinas voadoras... esses são os personagens e elementos fundamentais do universo criado por Fábio Balen que poderemos ver a partir de amanhã (14/06), no vão central do Shopping Iguatemi. A exposição Passeando no Arco-Íris é um dos bons programas a ser curtido em Florianópolis. Ver o belo, a cor, observar a arte de sensíveis artistas ainda é uma das boas opções que a cidade oferece. E segundo as informações que recebi da amiga Deborah Almada, Balen teve uma ascensão explosiva no mercado de arte nacional quando retornou ao Brasil em 1996, depois de um período de dez anos na Europa. A jornada européia de Balen iniciou com estudos de arte clássica em Florença, no Centro de Artes Lorenzo di Médici e na Escola Leonardo de Restauração e Pintura, mas ganhou um novo rumo depois de sua estada na Espanha. Ali, Balen identificou-se com a força e o colorido do movimento de arte e design da Cataluña, berço de Miró, Picasso e outros artistas geniais.

postado por: elaineborges 5:46 PM


Domingo, Junho 03, 2007


(foto: elaine borges)

PANOS DE CHITA

As estampas dos panos de chita sempre me encantaram. As cores, as flores, a variedade, tudo é bonito de ver. E é tão brasileiro! Sei que na época do Brasil - colônia os panos de chita eram vendidos pelos comerciantes portugueses que importavam da Índia e da Inglaterra. Mais tarde, os produtores brasileiros passaram a fabricar num sistema mais artesanal. A Zuzu Angel - estilista que teve seu filho torturado e assassinado pela ditadura militar e que também foi morta em um acidente de carro muito mal explicado - foi a primeira a usar chita em suas criações. A chita está ligada às festas juninas:quem nunca usou vestidinho de chita nessas ocasiões que atire a primeira pedra. Aqueles paninhos coloridos que eram usados pela população mais pobre, hoje são chiquérrimos. É comum ver almofadas, bolsas e diversos acessórios feitos com chita. E como ficam bonitos!
(Esse aí de cima breve vai virar uma cortina).

postado por: elaineborges 8:37 PM


Sábado, Junho 02, 2007

E OS CARAS PINTADAS?

PARIS - É comovente o esforço de alguns jornalistas em cobrar seriedade e respeito ao público por parte dos políticos. Tão comovente como inútil. Noventa por cento ou mais dessa casta (conforme expressão utilizada em livro publicado na Itália sobre o mundo político local, já citado aqui) não liga a mínima para o que escrevemos, porque sua eleição não depende da mídia, a não ser eventualmente da mídia eletrônica, que, por sua vez, tem pouca ou nenhuma opinião.
A grande maioria dos senadores e deputados elege-se em currais eleitorais em que a corrupção pode ser até aplaudida, desde que resulte numa pontezinha aqui, numa fonte luminosa ali, numa "boquinha" acolá.
Pela enésima vez: o mundo político tornou-se um planeta à parte, que gira em órbita própria, defende seus próprios interesses e seus próprios integrantes, de que a confissão do senador Romeu Tuma de que quer absolver Renan Calheiros, em vez de investigá-lo, é apenas a mais recente prova.
A "Política Inc." é uma corporação fechada, cega, surda e muda aos ruídos externos, pelo menos os procedentes da mídia.
A única chance de mudança -e assim mesmo débil- está em você, eleitor. Vejamos um caso concreto, e nem vou citar o mundo rico, porque o brasileiro parece ter abdicado do legítimo direito de ter instituições e serviços públicos decentes. Cito a Argentina.
Um dado dia, sem convocação de ninguém, espontaneamente, o tal de povo (classe média principalmente) saiu às ruas, panela na mão, garganta afiada, para gritar "que se vayan todos". Foram. Primeiro, caiu o ministro da Economia, logo depois o presidente (e aqui é mais fácil, na medida em que o presidente não é a bola da vez).
Seis anos depois, qualquer indicador da Argentina para o qual se olhe é melhor do que era no momento em que a turma tirou o traseiro da cadeira. Funcionou, não?


O texto acima é do Clóvis Rossi - De palavras e Traseiros - na sua coluna de ontem na Folha. Ao lê-lo, lembrei a resposta de uma senhora cá da Ilha de Santa Catarina: ao ser indagada sobre o que vem ocorrendo por aqui (violência policial, Operação Moeda Verde, etc.) "O que está faltando - disse ela - são os caras pintadas saírem novamente nas ruas. Onde estão eles", perguntava.

postado por: elaineborges 12:13 AM



arquivo