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Balaio de Siri

Um balaio onde tudo cabe: comentários sobre livros, filmes,discos,política,notícias em geral...Balaio de Siri é em homenagem a uma antiga moradora de Florianópolis que gostava de pegar siri na Lagoa da Conceição.



Sexta-feira, Novembro 30, 2007



Um girassol se apropriou de Deus: foi em Van Gogh.

Manoel de Barros - O Livro das Ignorãças.

Os pintores - mesmo - mortos e enterrados falam às gerações seguintes ou a várias gerações através de seu trabalho. Isso é tudo? Ou há algo mais por vir? Talvez a morte não seja o assunto mais desagradável na vida de um pintor.

Vincent Van Gogh (1853-1890).

postado por: elaineborges 12:46 AM


Quinta-feira, Novembro 29, 2007

A GAIVOTA

foto: Marco Cesar

Com esta bela foto, Marco Cesar, conhecido fotógrafo de Florianópolis, ganhou Menção Honrosa no Troféu Olívio Lamas de Foto-Jornalismo, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Associação Catarinense de Imprensa e apoio da Eletrosul. A foto foi tirada no mangue da Costeira.

postado por: elaineborges 2:03 PM


Quarta-feira, Novembro 28, 2007


Meyer Filho

MEYER FILHO E HASSIS

Duas exposições marcam importante acontecimento nas artes visuais: a primeira mostra “Pintura e desenhos de Motivos Catarinenses” ocorrida em novembro de 1957. Naquele ano, Meyer Filho (1919-1991) e Hassis (1926-2001) com suas obras, se inserem na cena artística catarinense. As obras de Meyer Filho podem ser vistas no Museu Hassis (Rua Luiz Costa Freysleben, 87, bairro Itaguaçu, tel.: (48) 3348-7370) e as telas do Meyer Filho na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti (Praça 15 de Novembro, 180, esquina com a Rua Tiradentes, centro, tel.: (48) 3228-6821).
Rosângela Cherem, professora de história e teoria da arte do Centro de Artes da Udesc que, com as pesquisadoras no campo das artes visuais Kamilla Nunes, Lígia Cezsnat e Raquel Reis, escreveram o livro “Meyer Filho, um modernista saído da lira”, diz que ambos, naquela época, queriam ser reconhecidos como artistas: “podemos reconhecer um momento particular destes dois destinos e da história da cidade. Na exposição, um se detém na saída da missa, o outro na paisagem sideral. (...) Hassis perseguirá os traços mais ligeiros, rebeldes e selvagens enquanto Meyer será conduzido pelas minúcias obstinadas do desenho”.

postado por: elaineborges 9:53 PM


INSUSTENTÁVEL

Afastar o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benalussy, era o mínimo que se esperava da governadora Ana Júlia Carepa depois dele dizer – ao depor na Comissão de Direitos Humanos no Senado – que a adolescente que ficou na mesma cela com vinte prisioneiros, sofria de alguma “debilidade mental” e por isso não disse ser menor de idade. Sua situação ficou “insustentável” disse a governadora.
Depois desse escândalo inominável ocorrido na carceragem de Abaetetuba, sabe-se através da imprensa (li na Folha) que ao menos em cinco Estados – Rio, Bahia, Rio grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Pernambuco – as detentas sofrem abusos, mas não denunciam por medo. Os dados são do relatório entregue à Organização dos Estados Americanos e elaborado por diversas entidades brasileiras.

postado por: elaineborges 8:58 PM


Terça-feira, Novembro 27, 2007

SORDIDEZ

É uma vergonha o que ocorreu no Pará. De uma sordidez inominável. E a declaração do delegado- geral do Estado do Pará, Raimundo Benassuly, ao dizer hoje na Comissão de Direitos Humanos do Senado que a menina tinha “certamente alguma debilidade mental porque em nenhum momento falou que era menor de idade” é mais sórdida ainda. Quer dizer que se a menina tivesse dito que era maior de idade, tudo seria amenizado? E o fato dela ter ficado presa com mais de 20 homens em uma cela não seria tão grave? A declaração do delegado dá bem a idéia de um quadro vergonhoso que ocorre nas prisões do país. A dignidade da pessoa humana não tem a mínima importância.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, indignado, disse que a afirmação do delegado “ mostra a farsa que foi mantida e a avaliação hipócrita de achar que, se ela fosse maior, poderia ser violentada. Tanto faz se é menor, adolescente, mulher, homem ou criança. Ninguém pode ser seviciado quando está à disposição do Estado", reagiu.
Há um desrepeito aos Direitos Humanos. E no caso da menina de Abaetetuba, no Pará, há ainda um agravante: populares vizinhos à delegacia, viram a menina em situação degradante, no meio dos prisioneiros, e nada fizeram pois têm medo da polícia. Isto é: a polícia não protege, suscita medo. É assombroso o que ocorreu. As pessoas que sabiam da situação, se omitiram, e os populares não denunciaram por medo.
Que país é este onde só falta concluir que a culpada, no final, é a menina, menor, pobre, indefesa? Ela não era uma cidadã digna de proteção, mas uma “qualquer” uma “doente mental” na visão de um delegado que ocupa o cargo mais importante da segurança do Pará.
E o triste é constatar que o que ocorreu no Pará é apenas um retrato da degradante situação das prisões do País.

postado por: elaineborges 11:42 PM



foto: elaine borges

Hoje à tarde, apesar do calor, a Baby preferiu permanecer alguns momentos na janela.

postado por: elaineborges 7:36 PM


Domingo, Novembro 25, 2007

NATAL

Foto: elaine borges

Falta um mês e vamos repetir aquele eterno ritual: presentes, abraços, brindes... Tudo de novo. Mas brindemos: à vida! Vamos entrar nas filas, olhar vitrines, escolher: "será que ele vai gostar?" Sei lá, mas é o gesto, a lembrança, o carinho que interessam... Enquanto estivermos trocando presentes é bom pensar: "Ah, mais um Natal e estamos aqui, novamente". Cabelos brancos, ruguinhas, dor nos "quartos"", mas tudo passa. Repito: viva a vida!

postado por: elaineborges 12:26 AM


Quinta-feira, Novembro 22, 2007


(Foto: elaine borges)

O MAR, SEMPRE ELE...

Agorinha mesmo, olhei para o lado, cá do meu recanto, e vejo refletido em um pedaço da janela do meu vizinho (aquele do passarinho engaiolado do post abaixo) um pedacinho do mar refletido no vidro. É uma sensação bem estranha: do décimo andar, sentada em frente ao computador, ver o mar apenas virando levemente a cabeça para a direita. A sensação é tão legal! Mas a foto aí de cima é de outro momento: uma tarde tranqüila vendo o movimento das ondas em outro pedaço da Ilha: a Barra da Lagoa, outro belo recanto cá da Ilha.

postado por: elaineborges 6:34 PM


Terça-feira, Novembro 20, 2007

FIGUEIRENSE

Foto: Julio Cavalheiro

Esta é a foto de Júlio Cavalheiro, DC, terceiro lugar da 1ª edição do Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo. O Troféu Olívio Lamas foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e Associação Catarinense de Imprensa, com apoio da Fenaj e patrocínio da Eletrosul.

postado por: elaineborges 8:15 PM


DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Foto Cartier Bresson - Crianças em Paris

PRECONCEITO, DISCRIMINAÇÃO, RACISMO

No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja definição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. Essa ambiguidade marca a convivência cotidiana, influi sobre o debate acadêmico e o discurso individualmente repetido é, também, utilizado por governos, partidos e instituições. Tais refrões cansativos tornam-se irritantes, sobretudo para os que nele se encontram como parte ativa, não apenas como testemunha. Há, sempre, o risco de cair na armadilha da emoção desbragada e não tratar do assunto de maneira adequada e sistêmica.

OLHAR ENVIESADO

Enfrentar a questão seria, então, em primeiro lugar, criar a possibilidade de reequacioná-la diante da opinião, e aqui entra o papel da escola e, também, certamente, muito mais, o papel frequentemente negativo da mídia, conduzida a tudo transformar em \"faits-divers\", em lugar de aprofundar as análises. A coisa fica pior com a preferência atual pelos chamados temas de comportamento, o que limita, ainda mais, o enfrentamento do tema no seu âmago. E há, também, a displicência deliberada dos governos e partidos, no geral desinteressados do problema, tratado muito mais em termos eleitorais que propriamente em termos políticos. Desse modo, o assunto é empurrado para um amanhã que nunca chega.
Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá em baixo, para os negros e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver \"subido na vida\".
Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam com jogos de palavras, que aqui não há racismo (à moda sul-africana ou americana) ou preconceito ou discriminação, mas não se pode esconder que há diferenças sociais e econômicas estruturais e seculares, para as quais não se buscam remédios. A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil.


Os textos acima são trechos de um artigo de Milton Santos (1926-2001) considerado o maior geógrafo brasileiro pelos colegas de profissão. Negro, dizia que muitas vezes era obrigado a recusar convites para dar entrevistas porque percebia que interessava à mídia era o "uso" de sua figura, por ser negro, e não a discussão do seu pensamento e suas obras. Via na população pobre o ator social capaz de promover uma outra globalização. Geógrafo, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, publicou este artigo na Folha em maio de 2000, um ano antes de morrer. Sua vida recentemente foi tema de um documentário - "Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá" - de Silvio Tendler.



Milton Santos - reprodução

OS DESERDADOS E POBRES

Estamos convencidos de que a mudança histórica em perspectiva
provirá de um movimento de baixo para cima,
tendo como atores principais os países subdesenvolvidos
e não os países ricos; os deserdados e os pobres
e não os opulentos e outras classes obesas;
o indivíduo liberado partícipe das novas massas
e não o homem acorrentado;
o pensamento livre e não o discurso único.
Os pobres não se entregam e descobrem a cada dia
formas inéditas de trabalho e de luta;
a semente do entendimento já está plantada e o passo seguinte é o seu florescimento
em atitudes de inconformidade e, talvez, rebeldia.


Milton Santos em Por Uma Outra Globalização - Do Pensamento Único à Consciência Universal

postado por: elaineborges 7:23 PM


Sexta-feira, Novembro 16, 2007

LIMITE DO DESESPERO

Foto: Hermes Bezerra

Esta é a foto do Hermes Bezerra, do Diário Catarinense, que conquistou o 1º lugar do Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo.
A foto "Limite do Desespero" é um flagrante da tentativa de suicídio feita em Buenos Aires.
Pela premiação, ele recebeu um equipamento fotográfico profissional, avaliado em R$ 3,5 mil.

postado por: elaineborges 7:00 PM


DUPLA PRISÃO

foto: elaine borges

É um hábito, cá da Ilha, engaiolar passarinhos e, às vezes, passear com a gaiola. Este "mora" no 9º andar do prédio ao meu lado. Vejo meu pequeno vizinho emplumado diariamente.
E me pergunto: qual é a graça de ter um bichinho engaiolado?

postado por: elaineborges 5:44 PM


Terça-feira, Novembro 13, 2007

MORADOR DE RUA

foto: Rubens Flores

Esta é a ótima foto do Rubens Flores, do Diário do Litoral (Itajaí), que ganhou o segundo lugar no Troféu Olívio Lamas de Foto-Jornalismo (uma viagem para a capital da Argentina). Diante de tantas autoridades, entre elas o governador Luis Henrique da Silveira, o mendigo várias vezes - segundo relato do fotógrafo - manifestou sua irritação com tanta "barulheira".

postado por: elaineborges 5:44 PM


LEÕES E CORDEIROS

Leões e Cordeiros não é um filme fácil, de puro entretenimento. Com diálogos tensos e desempenhos ótimos (até do polêmico Tom Cruise), o filme discute a guerra entre Estados Unidos e Iraque e apresenta três situações diferentes que acontecem simultaneamente: em Washington, onde a respeitada jornalista Janine (interpretada por Meryl Streep, sempre brilhante) consegue uma entrevista exclusiva com o senador republicano Irving (Tom Cruise); na Universidade da Califórnia, quando o professor Malley (Robert Redford, que também dirige o filme) tenta motivar o aluno Todd (não sei o nome do ator); e no Afeganistão, onde dois soldados, um negro e um mexicano, que vêem na guerra uma possibilidade de ascensão, lutam desesperadamente para sobreviver. As situações vão se entrelaçando: há a questão da imprensa e a postura ética dos jornalistas, a perspectiva dos jovens pobres na sociedade norte-americana, os jovens desmotivados da classe média, a política e seus ambiciosos representantes, o exército norte-americano... Com roteiro de Mattew Michael, Leões e Cordeiros exige atenção, mas compensa. Têm ótimos diálogos, interpretações brilhantes e apresenta um retrato da sociedade norte-americana frente a este absurdo que é esta guerra fabricada que parece não ter fim.

postado por: elaineborges 4:01 PM


PONTE HERCÍLIO LUZ

(foto: elaine borges)

Ontem à noite, quando cheguei em casa, vi da janela a ponte Hercílio Luz. Achei tão bonito aquele brilho de luzes, aqueles arcos iluminados e não resisti: mais uma foto das tantas que já fiz daquela que é nosso principal cartão postal.

postado por: elaineborges 1:48 PM


TROFÉU OLÍVIO LAMAS

Lá estavam Orestes, Tarcísio, Sarará, Daniel, Marco Cesar, e tantos outros fotógrafos que já fazem parte da história da imprensa de Santa Catarina. Todos lembrando um dos grandes e que já se foi: Olívio Lamas. Foi bonito de ver toda a turma lá, ontem à noite, na Assembléia Legislativa, confraternizando. Era a cerimônia de entrega do Troféu Olívio Lamas de Foto-Jornalismo, promoção do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e da Associação Catarinense de Imprensa, com apoio da FENAJ e da Eletrosul. Eu fiz parte da comissão julgadora e ficamos bem felizes ao constatarmos que os fotógrafos estão atentos, preocupados em denunciar, através das imagens, nossas mazelas. O fotógrafo Hermes Bezerra, do Diário Catarinense, que tirou o 1° lugar, por exemplo, nem estava a trabalho quando flagrou um triste momento, a de um homem, nú, se jogando de um prédio, em Buenos Aires, no "Limite do Desespero" como ele intitulou sua foto. Pela premiação, Hermes recebeu um equipamento fotográfico profissional, avaliado em R$ 3,5 mil. Em segundo lugar, ficou Rubens Flores, do Diário do Litoral (Itajaí), que ganhou uma viagem para a capital da Argentina, com a foto "Morador de Rua". E, em terceiro lugar, Júlio Cavalheiro, do Diário Catarinense, com "Treinamento do Figueirense para o goleiro Wilson - Copa Brasil 2007", que recebeu R$ 1.500,00. Obtiveram menção honrosa: Luis Prates, Flávio Neves e Marco Cezar.

postado por: elaineborges 1:35 PM


Segunda-feira, Novembro 05, 2007

SERÁ UM ARACUÃ?

foto: elaine borges

Houve dúvidas, foram feitas consultas, convocado o conselho de nobres e respeitáveis manezinhos cá da Ilha que olharam, analisaram a foto e ficaram com um ponto de interrogação: aracuã não tem papo vermelho, diziam os mais conhecedores das aves da nossa mata. Houve ainda quem afirmasse que isso "era coisa de paulista" que já estavam enviando "avis raras" cá para nosso pequeno paraíso. E ficou a pergunta; será um aracuã - ou araquã ( não importa a grafia)? O que quero saber é: que pássaro é este que costuma sobrevoar a mata lá na Lagoa da Conceição, irritando profundamente a agitada dupla de quatro patas, o Paco e Lola, os charmosos collies que não gostam do estranho som que este pássaro emite.
A pergunta é: que pássaro é este? A definição do Aurélio (abaixo) não esclareceu muito. Alguém poderia me responder ( lembrei do Wolf)?

Araquã - aracuã
[Do tupi.]
S. m. Bras. Zool.
1. Ave galiforme cracídea, gênero Ortalis, com cinco espécies no Brasil. Vivem a maior parte do tempo nas árvores, raramente vindo ao chão, e se alimentam sobretudo de pequenos frutos e vegetais em geral. O gênero é diferenciado de outros cracídeos por ter a maxila mais alta que larga, barba interior das rêmiges da mão não recortada, e garganta com uma estria de penas no meio.

postado por: elaineborges 5:52 PM


Domingo, Novembro 04, 2007

EDITH PIAF - O FILME

Um silêncio de pura emoção tomou conta da sala do cinema ao final do filme “Piaf – Um Hino ao Amor, La Môme Piaf – ou “O Pequeno Pardal) de Olivier Dahan (de Rios Vermelhos 2), interpretado esplendidamente pela atiz Marion Cotillard (fez o papel de namorada do Russel Crowe em Um Bom Ano). O filme é envolvente, emocionante, triste, muito triste. Mas como sorrir diante da história da vida de uma pequena mulher ( pouco mais de um metro e quarenta) repleto de tragédias e cujo momento mais luminoso foi quando encontrou seu grande amor, o pugilista Marcel Cerdan? O filme tem vários flash back, mas funciona. Nesse vai-e-vem, de passado e presente, é relatada a vida de Edith que a tudo perdeu: a mãe, que a abandonou para ser cantora; criada num bordel, dirigido pela avó, é adotada por uma prostituta e também dela foi afastada; perdeu a melhor amiga, presa numa casa de correção; e descoberta por Louis Leplée ( Gerard depardieu), dono de um famoso Cabaré, este foi assassinado e ela perdeu o emprego. Há perdas humanas em toda a sua vida. Mas Piaf tinha a música e através dela, sobrevive.
Contado assim, o filme teria tudo para ser um grande dramalhão, mas não é. Edith Piaf tinha a música, a voz. E que voz!. Essa é a matéria prima do filme. Quando Piaf sabe que o grande amor de sua vida havia morrido em um acidente de avião, a atriz Marion Cotillard está magnifica, passa da alegria a tragédia e então vem a cena do palco ela cantando magistralmente versos como este: "Se tu estiveres longe de mim/Pouco me importa, se tu me amas/ Porque eu morrerei também”.
Mas com certeza o triunfo maior do filme é a atriz Marion Cottilard. Sua expressão corporal é fantástica. Ela é magistral em todas as cenas, desde as dublagens das belas músicas - La Vie en Rose, L’Hymne à l’Amour e, principalmente da minha preferida e um das últimas canções interpretadas por Edith Piaf, Non, Je Ne Regrette Rien - “Não, Não Me Arrependo de Nada”. Ela dá vida a uma figura destroçada, ícone da canção francesa, que morreu em 1963, apenas com 47 anos, mas com aparência de uma octogenária, destruída pelas doses de morfina, álcool, reumatismo... E é essa transformação radical que a atriz encarna de forma impecável.
Recomendo, com entusiasmo.

postado por: elaineborges 6:00 PM


VERDE QUE TE QUERO VERDE

(fotos: elaine borges)

Domingo é dia de descansar. A Baby hoje escolheu permanecer no meio do verde: meus escassos vasos de temperos.

postado por: elaineborges 12:35 PM


Quinta-feira, Novembro 01, 2007

LAGOA DA CONCEIÇÃO

(foto: elaine borges)

PASSARINHO FOFOQUEIRO

José Paulo Paes

Um passarinho me contou
que a ostra é muito fechada,
que a cobra é muito enrolada,
que a arara é uma cabeça oca,
e que o leão marinho e a foca..
xô , passarinho! chega de fofoca!

postado por: elaineborges 11:43 PM



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