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Balaio de Siri

Um balaio onde tudo cabe: comentários sobre livros, filmes,discos,coisas do cotidiano...O nome - Balaio de Siri - é em homenagem a Dona Lina,antiga moradora da Lagoa da Conceição,em Florianópolis,que gostava de pegar siri nas águas da lagoa.



Sábado, Setembro 13, 2008


Foto: elaine borges

BOA VIAGEM

Não sei se a Baby estava me desejando boa viagem ou impedindo que eu arrumasse a mala...

postado por: elaineborges 11:18 PM


Sexta-feira, Setembro 12, 2008


Foto: elaine borges

FOG LONDRINO

Um fog lembrando Londres tomou conta da Ilha de Santa Catarina por volta do meio dia de hoje. Da minha janela vi essa estranha imagem do morro entre as nuvens pairando acima dos prédios.
A previsão é de que o tempo permanecerá chuvoso até sábado.

postado por: elaineborges 12:33 PM


Segunda-feira, Setembro 08, 2008

CURTINDO O SOL

Foto: elaine borges

TRANQUILIDADE

Não há nada mais doce do que a sua tranquilidade quando repousa...não há nada mais ativo que a sua vida quando se move.

Christopher Smart - do livro Gatos

postado por: elaineborges 10:29 AM


Domingo, Setembro 07, 2008

SALVE-SE QUEM PUDER

As faixas de pedestre apenas trazem um zebrado ao asfalto. Nada mais. Tente atravessar na faixa numa esquina sem semáforo. E se houver semáforo, não arrisque atravessar do lado oposto ao que estão parados os carros por força do farol vermelho. Os automóveis que vêm da transversal entram à direita sem pestanejar e, se você pensa que vale algo estar na faixa, prepare-se para correr ou para dar um pulo para trás.

O texto acima é parte de um artigo do jurista Miguel Reali Júnior, publicado no Estadão de ontem. O que ele comenta - com o título Incivilidade - nada difere do que ocorre em Florianópolis. Tente, por exemplo, atravessar a Othon Gama D'Eça, lá próximo ao Pronto Socorro. Mesmo atravessando nas faixas dos pedestres você está sujeito a ser atropelado (a). Se um motorista pára, aquele motorista que vem ao lado passa sem obedecer a faixa. Cabe a nós, indefesos transeuntes, correr num salve-se quem puder.
Não há mais civilidade, como diz o jurista. As pessoas não mais se cumprimentam, a gentileza pediu férias e não mais voltou. Vejo cenas tristes nas ruas: velhos senhores e senhoras caminhando bem longe de sua família, sempre atrás, sozinhos, esquecidos. Vejos-os solitários nas mesas dos restaurantes, ignorados pelos filhos e netos. Vejo pessoas falando no celular nas salas dos cinemas. Vejo pessoas indelicadas, que não dão nem um “bom dia” ao seu vizinho.Vejo incontáveis agressões no trânsito. O trânsito está caótico, bem sei, mas, não custa ter um pouquinho de paciência.
Se até as crianças inventaram uma “brincadeira” que consiste em dar tapas na cabeça dos colegas, filmar com seus celulares (hoje em dia todos tem um), colocar no Orkut para rir da pobre vítima que me pergunto: e o respeito ao próximo, o companheirismo? A violência é tão grande que uma criança morreu, no Rio, em consequência da “brincadeira” dos colegas.
Os exemplos são tantos de incivilidade, de ausência de solidariedade e de respeito que, muitas vezes, dá um desânimo danado. Por favor, onde está a luz do fim do túnel? Ou meus olhos estão precisando de lentes mais potentes ou essa luz está muita fraquinha.

postado por: elaineborges 1:36 AM


LAGOA DA CONCEIÇÃO

Foto: elaine borges

FIM DO INVERNO

Lagoa da Conceição, sábado, e o inverno vai se despedindo. Ventos soprando do sudeste, deixando a temperatura baixa (oba, como gosto!) e com a previsão de que hoje o frio permanecerá. Aproveito, então, pra curtir os últimos dias de um inverno tão irregular. Florianópolis chegou a marcar 30 graus uma tarde dessas. Pode?

postado por: elaineborges 12:06 AM


Terça-feira, Setembro 02, 2008

OS "GRAMPOS" E A IMPRENSA

Quebro o silêncio de alguns dias para abordar um assunto que toma conta da imprensa em geral:a questão das conversas grampeadas entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) publicadas pela Veja. E surge a pergunta: É conveniente a mídia divulgar conversas obtidas de forma criminosa? Pode a imprensa usar de meios escusos para divulgar fatos que julgam importantes?
O Noblat no seu blog aborda esse tema e transcreve um capítulo do seu livro “A arte de fazer um jornal diário” (Editora Contexto).
Transcrevo o texto do Noblat – tomando a liberdade de “plagiar” o título do seu comentário - porque também acho deve ser motivo de reflexão:

JORNALISTA NÃO É DEUS

"O Correio Braziliense deixou de publicar algumas reportagens que produziriam grande impacto entre os leitores desde que adotou seu Código de Ética.
Quer dizer que o código impede em determinadas circunstâncias que se publique reportagens capazes de repercutir intensamente? E de vender jornal?
A resposta é sim. E a razão muito simples: em alguns casos, o repórter só obtém informações se deixar de lado o comportamento ético ditado por códigos profissionais ou por sua própria consciência. A ética deve prevalecer até mesmo sobre a obrigação que tem o jornal de revelar o que possa interessar ao leitor.
Um dos artigos do código do Correio, por exemplo, proíbe que o jornalista publique informações obtidas por meios considerados fraudulentos. Um desses meios é ter acesso a informações fazendo-se passar por outra pessoa. Ou negando que seja jornalista. É uma prática corriqueira na imprensa brasileira. E em grande parte da imprensa mundial.
A pretexto de que o interesse do público está acima de tudo e de que a imprensa existe para informá-lo, jornalistas roubam documentos, se apresentam sob falsa identidade e gravam conversas às escondidas. Jornalistas que agem assim se consideram acima das leis.
Em agosto de 1998, a repórter de uma revista de circulação nacional testemunhou a confissão de vários crimes feita por um suspeito diante dos advogados dele. Confissão protegida, pois, pelo sigilo que resguarda as informações dadas por uma pessoa a seus advogados.
O suspeito não sabia que entre os advogados havia uma jornalista. Até aquele momento ele negara à polícia a autoria dos crimes.
Pressionado depois pelos policiais e informado de que a confissão ouvida pelos advogados se tornaria pública dentro de algumas horas, o suspeito finalmente confirmou tudo.
Num caso como esse, justifica-se o procedimento usado pela jornalista? Foi legítimo? Foi ético? Valeu a pena o ardil? Qualquer ardil vale a pena?
A televisão costuma apelar para o uso de gravadores e câmeras escondidos que registram diálogos entre bandidos e jornalistas, esses quase sempre fingindo interesse em comprar alguma coisa dos primeiros. Se o telespectador não reconhecer o jornalista e sair da sala antes que fique claro quem é quem, poderá imaginar que assistiu a um diálogo entre dois bandidos.
Costumamos dizer que enquanto médico pensa que é Deus, jornalista tem certeza.
Jornalista não é Deus. Não está dispensado de respeitar a Constituição e as demais leis do país. Não tem mandato conferido por ninguém para atuar ao arrepio de códigos e normas socialmente aceitas.
A denuncia de um ato criminoso não justifica uma prática criminosa."

postado por: elaineborges 11:14 PM



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